Permanece o
mistério sobre um homem de cerca de 50 anos que morreu e permaneceu em pé,
encostado em um carro em Santos, litoral de São Paulo. O legista João Roberto
Oba apresentou uma teoria para explicar. De acordo com o especialista, o morto
pode ter tido espasmos pouco antes do falecimento, causando rigidez precoce e
permitindo que o corpo dele permanecesse naquela posição.
O caso
inusitado viralizou nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver o homem em
pé, já sem vida, encostado na lateral do carro. Os moradores que passavam pelo
local acionaram a Polícia Militar.
“À
princípio, todo mundo acha que tem que morrer deitado […], mas tudo vai
depender do local, do momento em que essa pessoa morre”, analisa o médico
legista em entrevista ao g1.
Os
proprietários do veículo receberam as imagens depois, quando o corpo já havia
sido deitado na via pela Polícia Militar e aguardava pela remoção. Eles
pensaram que era alguma brincadeira de mau gosto. “Por que, como uma pessoa
fica naquela situação?”, questionou a dona.
O médico
legista explica que uma das hipóteses é que pode ter sido apenas o caso de
rigidez cadavérica, ou seja, endurecimento dos músculos.
Ele explica
que este fenômeno começa a partir de 40 minutos do óbito e pode durar entre
oito e 12 horas. “A rigidez começa da cabeça para os pés, em um processo
craniocaudal. Com 12 horas você já tem um cadáver completamente rígido”,
explica o legista.
Outra
hipótese levantada pelo especialista é a de espasmos no momento da morte. “Ele
pode ter tido o que a gente chama de espasmos fora do período de contratura
normal, então ele fica endurecido precocemente. Isso pode provocar o que
aconteceu”, analisa. “A pessoa fica apoiada no carro [depois de morrer] e vai
acontecendo a rigidez com mais rapidez”, finaliza.
FONTE: G1